Interessa-me a antropologia da marca, o triplo contato. Às vezes feliz, às vezes doloroso, pesado ou colorido: Da matéria, da carne-tecido e do desaparecimento.

Simone Bernanrdi

Clique para ler texto completo.

Colher amoras

 

Um amigo perguntou-me sobre as marcas em meu trabalho.

Marcas para mim são impressões que ficam.

Impressões e contato.

Interessa-me a antropologia da marca, o triplo contato. Às vezes feliz, às vezes doloroso, pesado ou colorido: Da matéria, da carne-tecido e do desaparecimento.

Falando de procedimentos do trabalho, as impressões que me interessam são diferentes, por exemplo, das resultantes da gravura em metal. Nestas, as marcas impressas no papel vêm do desenho feito sobre a superfície da chapa de cobre.

As marcas nos tecidos são como as da nossa existência.

Onde fica marcado, o que fica marcado, tem dor.

Mas não é só isso o que vejo, também me atentam as amoras, o doce das amoras, a cor de amora.